
a artista
O piano como porta-voz do que não pode ser dito. A música de Yasmin Fischer conta histórias profundas, distanciando-se do virtuosismo como fim e aproximando-se da prática criativa e escuta como experiência. Entre calma e intensidade, inesperadamente captura o ouvinte e o leva para outro mundo, como um mergulho emocional e sensível, basta fechar os olhos.
História
Nascida em 1998, em Brusque, Santa Catarina, Yasmin Fischer cresceu em um ambiente onde a música coexistia entre contrastes: de um lado, a presença da música clássica, óperas e tenores que preenchiam a casa através de sua mãe, de origem alemã; de outro, a leveza da música brasileira e a energia do rock, que chegavam por diferentes caminhos. Entre disciplina, natureza e longos momentos de introspecção, desenvolveu desde cedo uma relação profunda com o silêncio, a imaginação e o ato de criar.
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Seu encontro com o piano aconteceu de forma quase acidental, ao descobrir um teclado antigo guardado sob a cama do irmão. Aos seis anos, iniciou seus estudos formais, passando pela formação erudita tradicional e integrando a orquestra de seu colégio. Ao longo dos anos, transitou por diferentes professores e instrumentos, consolidando uma base técnica sólida, ao mesmo tempo em que cultivava uma inquietação constante: a necessidade de ir além da partitura.
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Embora reconheça a importância do repertório clássico, especialmente a expressividade do romantismo, que influencia diretamente sua forma de tocar, Yasmin sempre buscou expandir os limites do piano. Inspirada por trilhas sonoras de compositores como Hans Zimmer e John Williams e pela ideia de música como construção de atmosferas, desenvolveu uma abordagem onde o som é pensado como espaço, textura e narrativa. Sua formação em arquitetura contribui para essa percepção, traduzindo estruturas e sensibilidades visuais em paisagens sonoras imersivas.
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Foi durante a pandemia, em 2020, que iniciou seu caminho na composição autoral, utilizando a música como forma de atravessar o silêncio e organizar emoções. Suas referências transitam entre o contemporâneo e o experimental, com influências que vão de Hania Rani, Ólafur Arnalds, Ludovico Einaudi e Nils Frahm, até a liberdade criativa e performática de Lady Gaga. Há também uma forte conexão estética com o norte da Europa, refletida na introspecção, na repetição e na construção sensorial de sua música.
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Em 2024, lançou seu primeiro single autoral, 'A Colorful Sailin', marcando o início de sua trajetória como compositora. No ano seguinte, apresentou seu EP e estreia 'Underwater', um trabalho que surgiu de forma orgânica a partir da recorrência de elementos ligados à água: símbolo de fluxo, profundidade e transformação, desaceleração e imersão, inspirada pelos movimentos internos que raramente encontram linguagem. Concebido como um experimento, o projeto representa o início de uma pesquisa mais ampla, que segue em expansão.
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Paralelamente ao seu trabalho autoral, Yasmin desenvolve projetos e apresentações que dialogam com diferentes contextos. Entre seus momentos marcantes estão a apresentação na Salentein Bodega, em Mendoza, na Argentina (2025) , a participação em eventos nacionais como a CasaCor (2023), a participação com a banda Capital Inicial (2019) e outras colaborações em projetos que unem música, imagem e movimento, como a criação da trilha sonora para o Desafio Jota Racing (2025).
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Atualmente é pianista residente no Complexo Turístico Cristo Luz, em Balneário Camboriú. Baseada no litoral de Santa Catarina, Yasmin Fischer direciona seu trabalho ao ensino de música na sua escola de piano - a The88Room - e à expansão de sua obra autoral, com o objetivo de circular seu show e ampliar suas composições para além do piano, incorporando cordas e, progressivamente, formações maiores, como conjuntos e orquestras. Seu processo criativo segue em constante desenvolvimento, explorando novas possibilidades sonoras e aprofundando a construção de sua linguagem, dentro da música contemporânea instrumental.
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Para Yasmin Fischer, a música não é apenas expressão: é forma de existência, onde investiga o tempo, a textura e a emoção como matéria-prima.
Obra e atuação
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